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BLOG OFICIAL da Casa da Turma de Bimba concebido para comunicar, obter impressões e sugestões dos apaixonados pela capoeira no Brasil e no mundo.
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
terça-feira, 6 de agosto de 2013
domingo, 4 de agosto de 2013
DIA DO CAPOEIRISTA
![]() |
| ZUMBIMBA 2007 |
Qual é a data em que devemos comemorar este dia?
Segundo a Organização das Nações Unidas há 192 países no mundo e o Escritório Internacional de Capoeira e Turismo apresentou em 2010 o mapeamento de grupos de capoeira no mundo, revelando que ela está presente em 162 países e considera um dado relevante o espirito empreendedor desses grupos na medida em que fabricam seus próprios produtos, como pandeiros, berimbau, vestuário e outros correlatos. O Ministério de Relações Exteriores tem catalogado 531 academias de Capoeira em 69 países. Se mantivermos esta mesma proporção, isto é, 7,7 instituições por país, extrapolando podemos concluir que existem nos 162 países 1.246 instituições que ensinam e praticam a capoeira. São fundações, federações, associações, grupos, centros culturais, institutos, colégios e escolas, lideradas por mestres, contra-mestres, graduados, mestrandos e professores.
Com tamanha expansão, é mais do que natural que haja um dia dedicado a este esporte e a seus atletas.
A Federação Internacional de Capoeira, reunida com seus países membros em Baku, República do Azerbaijão, tendo como presidente um brasileiro, instituiu como 05/07 o Dia Mundial da Capoeira.
No Brasil, deliberou-se como 15/07 o Dia Nacional da Capoeira, por ser a data em que o MinC tombou a capoeira como patrimônio nacional e o comitê olímpico a reconheceu como esporte olímpico.
Tramita um projeto de lei de nº 2858/2008 apensado aos projetos 50/2007 e 5222/2009 que prescreve no art. 10: "fica instituído o Dia Nacional da Capoeira e do Capoeirista a ser comemorado anualmente em 12/09". Contudo, nessa mesma casa legislativa, consta como data oficial o dia 03/10 e 03/08 como o dia do Capoeirista.
Afinal, a nossa data é 05/07, 15/07, 03/08, 12/09 ou 03/10?
Josué Menezes - Soló
RACISMO E DISCRIMINAÇÃO
| OTO MALTA é Professor e pesquisador. |
Vale esclarecer na introdução deste trabalho, que o título mais adequado seria “Igualdades e Desigualdades”, o verdadeiro tema e objetivo principal de pesquisa e análise.
Entretanto, se a função do título é despertar atenção, a simples colocação das palavras RACISMO E DISCRIMINAÇÃO já provocam emoções e sentimentos contraditórios, contribuindo para estimular o interesse de quem ouve ou lê.
Quando simples palavras fazem surgir sentimentos fortes pelos conceitos que elas encerram, é fácil avaliar o nível de emoção dos que vivenciam situações de conflito geradas por racismo e discriminação.
Considerando que a emoção distorce a percepção e a compreensão do comportamento e atitudes humanos, provocando enganos de julgamento, o objeto deste estudo está na análise da seguinte teoria:
ATITUDES DE RACISMO E DISCRIMINAÇÃO SÃO CONSEQUÊNCIAS DE AVALIAÇÕES EQUIVOCADAS DAS DESIGUALDADES
As pesquisas quando agrupam dados trazem informações. A interpretação destas informações deve ser feita racionalmente, com neutralidade, isenção de ânimo – nunca emocionalmente, para evitar distorções e enganos. É difícil raciocinar sem emoção e com equilíbrio quando se trata de questões raciais.
Afinal, os seres humanos são ou não são iguais entre si?
A resposta é simples: depende do contexto em que a igualdade estiver colocada.
- Contexto racial.
Os antropólogos que estudaram o desenvolvimento do homem primitivo concluíram que a superfície da terra não foi toda ocupada simultaneamente. A humanidade originou-se na África e foi migrando para outras localidades por terra ou utilizando embarcações primitivas. As pesquisas apontam migrações da África para a Ásia e Europa, inclusive passando para as Américas pelo estreito de Bering durante invernos rigorosos. Thor Heierdal com sua jangada Kon-Tiki demonstrou a viabilidade de deslocamento das embarcações primitivas por milhares de milhas náuticas.
Por outro lado, independente das características físicas, todos os seres humanos têm o mesmo DNA básico.
Portanto, “raça” passou a ser um conceito superado, um engano. Não existe a chamada “raça pura”, todos têm a mesma origem.
Neste contexto os seres humanos são iguais – todos mestiços.
- Contexto étnico.
O que é uma etnia? Um grupo de pessoas com as mesmas características étnicas. Deixando de lado as características culturais (língua, nível de conhecimento, religião, etc.) e destacando as características físicas, algumas delas são evidentes:
O formato do rosto, o desenho e a cor dos olhos, a textura dos cabelos, a cor da pele.
É lógico que as pessoas de grupos étnicos diferentes não podem ser iguais – o que nada tem a ver com estética, beleza. Em todos os grupos existem pessoas feias e bonitas.
Qual a razão desta desigualdade? Segundo Darwin trata-se de adaptação ao meio ambiente. Ao longo dos séculos os seres humanos, animais e vegetais vão mudando ou acentuando algumas características para sobreviver no meio onde vivem.
Exemplos:
A - existem ursos marrons, pretos e brancos. Por que no Polo Norte só têm ursos brancos? Seriam eles melhores ou piores do que os outros? Nada disso, a imensa quantidade de neve e gelo torna tudo branco e sendo o urso um animal enorme. se ele for de outra cor se destaca e não consegue caçar focas e outros animais, dos quais se alimenta. A caça percebe sua aproximação, se distancia e foge. Para sobreviver no Polo os mais brancos levaram vantagem até que só ficaram os desta cor.
B - hoje o ser humano na África dispõe de casa, ar condicionado, geladeira e roupas adequadas. Os seres humanos primitivos não tinham estes confortos e proteção – os mais claros não aguentavam o calor e o sol. Para sobreviver na África os mais escuros levaram vantagem até que predominaram os desta cor.
Neste contexto – maior ou menor facilidade de adaptação ao ambiente - os seres humanos eram desiguais, com o desenvolvimento da tecnologia que climatizou as residências, meios de transportes e locais de trabalho restabeleceu-se a igualdade.
- Contexto legal.
De acordo com a maioria das Constituições vigentes nos países, inclusive a brasileira, todos somos iguais perante a Lei. Se nem todos podem pagar um bom advogado, a desigualdade é financeira e não étnica. Vale lembrar que o Presidente do Supremo Tribunal Federal é negro e que em qualquer etnia existem pessoas boas e más, honestas e desonestas.
- Contexto de empregabilidade.
Na inserção do mercado de trabalho prevalecem avaliações de habilidades, conhecimentos e competências, naturalmente estabelecendo desigualdades.
Na análise das informações, dados agrupados podem gerar interpretações equivocadas destas desigualdades, tais como existir maior capacidade em determinada etnia (branca) e/ou discriminação racial, considerando os resultados das pesquisas:
BRANCOS
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AFROS DESCENDENTES
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Maior % de nível universitário
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Percentual mais baixo de NU
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Ocupação de postos de chefia
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Funções mais simples
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Melhores salários
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Salários mais modestos
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Possibilidade de carreira
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Permanência na função
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A abolição da escravatura ocorreu há cerca de 120 anos (1888), aproximadamente há três gerações. É um período relativamente curto para uma família evoluir, saindo do analfabetismo e da extrema pobreza para ocupar um lugar de classe media na sociedade. As péssimas condições financeiras das primeiras gerações dificultam o acesso ao conhecimento e desenvolvimento das habilidades e competências das gerações seguintes.
No Brasil, graças à má distribuição da renda, os serviços públicos notadamente educação e saúde, são de baixa qualidade.
Os pobres não podendo pagar bons médicos, hospitais, escolas e faculdades, consequentemente, vão apresentar desenvolvimento mais baixo – a maioria dos afrodescendentes está na faixa de baixa renda.
Mais uma vez, as desigualdades ocorrem como consequência de fatores financeiros que influenciam o acesso à saúde, educação e ao conhecimento, nada tendo a ver com a etnia.
A conclusão é óbvia: racismo e discriminação consistem exatamente na tentativa de relacionar características físicas (formato dos olhos, cor da pele, textura dos cabelos) com habilidades e competências.
Vivendo numa sociedade competitiva, algumas pessoas tentam desacreditar possíveis concorrentes, utilizando falsos relacionamentos como a cor da pele e a baixa capacidade.
As pessoas não são iguais, mas as desigualdades são individuais – não são étnicas.
A comprovação desta afirmação está nas posições de destaque dos indivíduos afrodescendentes, que tiveram condições de educação e/ou treinamento para desenvolver suas habilidades e competências.
Alguns exemplos globais nas mais variadas áreas de atividade:
NOME
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DESTAQUE
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Joaquim Barbosa
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Presidente do STF no Brasil
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Barack Obama
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Presidente dos EEUU
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Venus e Serena Williams
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Campeãs mundiais de tênis
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Tiger Woods
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Campeão de golf
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Lewis Hamilton
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Campeão fórmula I
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Edvaldo Brito
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Professor Universitário, Vereador Salvador
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Martin Luther King
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Ativista político
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Edson A.Nascimento (Pelé)
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Campeão mundial de futebol
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Nelson Mandela
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Prêmio Nobel da Paz
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Mestre Bimba
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Mestre de Capoeira, Doutor Honoris Causa pela UFBA
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Autor: Oto Malta (Urso Branco)
terça-feira, 30 de julho de 2013
ITAPOAN
Mestre Itapoan, um dos mais notáveis alunos de Mestre Bimba, nos conta a sua jornada disseminando os ensinamentos aprendidos com o seu Mestre.
São 35 minutos de conversa informativa e reveladora de aspectos importantes da Capoeira Regional.
Itapoan é membro do Conselho Curador da Fundação Mestre Bimba.
segunda-feira, 22 de julho de 2013
VideoClipe Me Itapoan
MESTRE ITAPOAN
Um dos mais notáveis alunos de Mestre Bimba, dedica-se há mais de 40 anos ao estudo e à pesquisa da capoeira. Pelos serviços de grande valia prestados à capoeira como instrumento cultural, ao seu desenvolvimento técnico e à sua difusão intercontinental, foi homenageado pela Fundação Mestre Bimba em 07.07.2013 com a sua inclusão no Quadro de Honra da instituição.
Em breve, no BIMBA Videobook, depoimento inédito de Me Itapoan acerca da sua trajetória e convivência com Mestre Bimba. — em Itapuãn, Bahia, Brasil
domingo, 21 de julho de 2013
Videoclipe Mestre Montenegro
Discípulo Montenegro, como prefere ser tratado, viajou pelo mundo afora com a capoeira. Hoje, aos 64 anos, dedica duas horas por dia ao treinamento. Pelo menos uma vez ao mês, reúne amigos do mundo da capoeira em sua residência. Relata com orgulho que mestre de capoeira se encontra em qualquer lugar, mas discípulo de Mestre Bimba é coisa rara. Iê!
Em breve, no BIMBAvideobook (www.facebook.com/bimba.videobook.54), bate papo com Mestre Montenegro.
sábado, 13 de julho de 2013
Tributo a Fred Abreu
Tributo a Fred Abreu.
A matéria tem o seu tempo, mas as idéias são perenes e esta perenidade torna imortal quem as semeou. Assim é Fred Abreu, imortalizado pelas idéias semeadas, as quais se tornaram realidade.
A FUNDAÇÃO MESTRE BIMBA - FMB é um resultado da sua semeadura. Nasceu sob a sua inspiração para preservar o legado deixado por um grande homem, Mestre Bimba. E hoje, além disto, ela se determinou tornar-se forte, para o seu tempo ser indeterminado, para honrar a semeadura de outro grande homem, Fred Abreu.
A TURMA DE BIMBA é outro resultado da sua semeadura. Identificou, atraiu e uniu diferentes gerações de alunos em torno da manutenção da integridade cultural da capoeira regional.
A FMB o homenageou em 07 de Julho de 2013.
A bem da verdade, a FMB é que foi homenageada.
Josué Menezes, Diretor Geral da FMB.
Turma de Bimba
A TURMA DE BIMBA é um grupo informal integrado por alunos do saudoso Mestre Bimba, que aceita convite para palestras, mesa redonda, seminários, congressos e eventos relacionados com capoeira. A sua missão é compartilhar a experiência da vivência com Bimba.
quinta-feira, 11 de julho de 2013
FREDERICO JOSÉ DE ABREU
A Fundação Mestre Bimba lamenta informar o falecimento de Frederico José de Abreu, homenageado no último domingo pelos serviços de grande valia prestados à capoeira como instrumento cultural e pelo abnegado trabalho que desenvolve no Instituto Jair Moura, entidade criada sob a sua inspiração.
É uma grande perda para a cultura baiana, especialmente para o mundo da capoeira.
A Turma de Bimba estará presente para lhe render esta última homenagem, pois foi o seu talento que os uniu.
O funeral será amanhã, 12, no Jardim da Saudade, Brotas, às 13 horas. Iê!
segunda-feira, 1 de julho de 2013
quarta-feira, 27 de março de 2013
ELEIÇÃO NA FUNDAÇÃO MESTRE BIMBA
No próximo mês de Maio a FMB convocará Reunião para estabelecer os procedimentos com vista às eleições do Conselho Curador, Conselho Diretor e Conselho Fiscal. As eleições deverão ocorrer em Junho próximo.
Não há restrição estatutária ou legal quanto a participação de pessoas organizadas em chapas ou a composição entre pessoas para formação de Chapa Única.
As votações e as apurações ocorrem de acordo com as orientações do novo estatuto.
Pessoas interessadas deverão se comunicar com o Diretor Secretário, através do endereço: fundacaomestrebimba@gmail.com
Josué Menezes - Solo
Diretor Geral
ESTATUTO SOCIAL - CAPÍTULO III - DA ADMINISTRAÇÃO
Art. 5º. A administração da FMB será constituída pelos seguintes órgãos:
a) Conselho Curador,
b) Conselho Diretor
c) Conselho Fiscal.
Art. 6º. Em relação aos integrantes dos órgãos administrativos da FMB observar-se-á o seguinte:
I - não serão remunerados seja a que título for, sendo-lhes expressamente vedado o recebimento de quaisquer vantagens ou benefícios, direta ou indiretamente, por qualquer forma ou título, em razão das atribuições que lhes sejam conferidas neste Estatuto;
II - não responderão, nem mesmo subsidiariamente, pelas obrigações assumidas pela Fundação em virtude de ato regular de gestão, respondendo naquela qualidade, porém, civil e penalmente, por atos lesivos a terceiros ou à própria entidade, praticados com dolo ou culpa;
III - é vedada a participação de cônjuges e parentes, consangüíneos ou afins, até o terceiro grau, inclusive, no mesmo órgão administrativo;
IV - é vedada também a participação em mais de um órgão administrativo, simultaneamente;
V - os mandatos terão a duração de 2 (dois) anos, permitida a recondução;
VI - perderá o mandato o integrante que faltar a 3 (três) reuniões consecutivas ou a mais de 5 (cinco) alternadas, sem motivo justificado, sendo em qualquer destas hipóteses o seu cargo declarado vago;
VII - não é delegável o exercício das funções do seu cargo.
ESTATUTO SOCIAL - CAPÍTULO IV - DO CONSELHO CURADOR
Art. 7º O Conselho Curador, órgão superior de administração da entidade, será constituído por 7(sete)integrantes, eleitos dentre os indicados inicialmente pelos Instituidores.
ESTATUTO SOCIAL - CAPÍTULO V - DO CONSELHO DIRETOR
Art. 12. O Conselho Diretor, órgão de execução da Fundação, é composto do Diretor-Geral, Diretor-Secretário e Diretor-Tesoureiro.
ESTATUTO SOCIAL - CAPÍTULO VI - DO CONSELHO FISCAL
Art. 17. O Conselho Fiscal, órgão de controle interno, é composto de 3 (três) integrantes efetivos e 3 (três) suplentes.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Mestre Bimba - 39ª missa
MENSAGEM DO CONSELHO DIRETOR
Prezados leitores do BlogBimba.
Iniciamos 2013 desejando para a comunidade da capoeira, no Brasil e no Mundo, êxito nos seus objetivos e crescimento espiritual.
Almejamos que prosperem, não no sentido da acumulação de bens materiais, mas no caminho da felicidade que é a essência da vida. Não existe fórmula mágica para isso, mas, cada um, no seu tempo e se assim desejar, a encontrará. Conselho Diretor da FMB.
MISSA
A Filhos de Bimba Escola de Capoeira - FDB, dirigida por Me Nenel, promoveu a realização da 39ª missa pós morte, em homenagem a Mestre Bimba (23.11.1899 - 05.02.1974).
A missa foi realizada na Igreja Rosário dos Pretos, localizada no Centro Histórico de Salvador.
O vídeo a seguir, mostra aspectos da solenidade religiosa.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
MENSAGEM DE NATAL - Me Nenel
Mensagem de Me Nenel dirigida aos seus discípulos, aos amantes da capoeira espalhados pelo mundo, amigos e familiares.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Feliz Natal 2012
A Fundação Mestre Bimba - FMB, a Filhos de Bimba Escola de Capoeira - FDB e a Turma de Bimba - TDB, desejam aos capoeiras de todas as linhagens, espalhados pelo mundo, um Feliz Natal e um Ano Novo de paz, união e conquistas.
A composição, de autoria do Me Cangurú, é uma homenagem a fé e determinação que inspiram a nação capoeira.
Como diz Me Nenel: a capoeira é uma só!
Feliz Natal
Novo ano de emoção
Deseja a Filhos de Bimba
Para todos os irmãos
Feliz Natal
Novo ano de emoção
São votos da Turma de Bimba
e também da Fundação
Feliz Natal
Novo ano de emoção
Muita paz, felicidades
e muito amor no coração
domingo, 9 de dezembro de 2012
FORMATURA NA FILHOS DE BIMBA
Integrando parte das comemorações da Zumbimba 2012, a Filhos de Bimba Escola de Capoeira realizou em 25.11 a sua 10ª solenidade de formatura. Durante os seus 26 anos de fundação, a Escola já concedeu 62 Lenços Azuis em reconhecimento ao nível de aprendizado adquirido por seus alunos.
A solenidade, realizada no Forte da Capoeira, reuniu familiares, mestres de capoeira e apreciadores da cultura baiana.
O video mostrado a seguir, com duração de 19 minutos, apresenta a sequência da solenidade, destacando os seus principais momentos.
Parabéns ao Me Nenel, fundador da Escola, e aos seus discípulos, fieis guardiões do legado de Mestre Bimba.
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
ORIGEM DA CAPOEIRA - PARTE VI/VI - FINAL
FINAL
| Chegada da Família Real no Rio de Janeiro |
A partir de 1808, com a vinda da Família Real para o Brasil, houve uma necessidade muito grande de mão de obra lá, porque não foi só a Família Real, houve uma quantidade de navios muito grande, toda a corte portuguesa fugindo com medo de Napoleão. Esses escravos para atenderem a corte portuguesa no Rio de Janeiro, não poderiam ser recém chegados da África, tinham de ser já abrasileirados, já falando português, então o que aconteceu: a Bahia enviou, vamos dizer exportou, muita mão de obra escrava pra lá inclusive com interesse de lucro e esses escravos levaram o conhecimento para o Rio de Janeiro. As grandes manifestações, os capoeiras do Rio de Janeiro, acontecem a partir dessa data. A mesma coisa aconteceu em Minas Gerais, quando houve uma maior exploração das jazidas auríferas. Houve necessidade de uma mão de obra escrava. Alem dos que vinham diretamente da África, muitos escravos da Bahia foi pra lá e levou o conhecimento da capoeira. Hoje a capoeira esta disseminada em todo o mundo inclusive na África, mas a sua origem é aqui em Salvador e na zona rural.
Eu estou a disposição de vocês para qualquer duvida, se quiserem fazer consultas através do blog, e queria agradecer pela oportunidade que tive de expressar minhas ideias, o resultado das minhas pesquisas. Vocês do Blogbimba o meu abraço.
NOTA DA EDIÇÃO
Prezados leitores do BLOGBIMBA.
Agradecemos a brilhante audiência e as manifestações recebidas de diferentes partes do mundo. A narrativa, apresentada em formato didático, cumpriu com a sua função de esclarecer pontos controversos sobre a origem da capoeira. Leitores do Brasil, Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Espanha, Portugal, Bélgica e Japão visualizaram e expressaram a sua opinião sobre o tema.
O próximo trabalho, nessa linha de edição, apresentará, também com exclusividade, o Acervo de Mestre Itapoan, considerado o maior conjunto de documentos do mundo sobre Mestre Bimba.
NOTA DA EDIÇÃO
Prezados leitores do BLOGBIMBA.
Agradecemos a brilhante audiência e as manifestações recebidas de diferentes partes do mundo. A narrativa, apresentada em formato didático, cumpriu com a sua função de esclarecer pontos controversos sobre a origem da capoeira. Leitores do Brasil, Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Espanha, Portugal, Bélgica e Japão visualizaram e expressaram a sua opinião sobre o tema.
O próximo trabalho, nessa linha de edição, apresentará, também com exclusividade, o Acervo de Mestre Itapoan, considerado o maior conjunto de documentos do mundo sobre Mestre Bimba.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
ORIGEM DA CAPOEIRA - PARTE V/VI
PARTE V/VI
Mas voltando a nossa ideia da origem da capoeira, nesse lugar, chamado de capoeira, o africano tentava desenvolver um método de evitar ou reduzir o castigo que ele sofria. Não podia reagir abertamente porque seria morto, imagine um escravo dando um soco na cara do dono da fazenda ou do capataz, estava morto. Mas também ficar apanhando daquele cara é chato. Então a capoeira começou nesse local chamado capoeira essencialmente defensiva, de escape, de negaça, de engano, pra evitar ou reduzir o impacto de um golpe, reduzir o sofrimento.
Muito jogo de chão, aí ela entrava na parte do escapismo, porque é difícil você atingir uma pessoa quando ela está se movimentando, não à sua altura, mas no chão. Esse foi o início básico da capoeira, a troca de ideias entre os africanos, que tipo de defesa, que tipo de ardil ele podia usar. Naturalmente, a medida que o tempo foi passando, entre eles, esse treinamento, foi incorporando golpes de contra ataque até que a capoeira se tornou efetivamente mais ofensiva. Mas, o ponto central, é que só Salvador e o entorno da Baía de Todos os Santos reuniu condições pra no inicio da colonização através da grande quantidade de mão de obra escrava e a situação relativamente tranquila, a capoeira se desenvolvesse. Alguns capoeiristas, a exemplo do mestre Saci, alegam que a capoeira poderia ter sido urbana e não rural.
| Rampa do Mercado Modelo - SSA/BA |
Bom, o próprio nome capoeira implica numa área de mato e devido exatamente a esse transporte intenso de víveres para Salvador, com mão de obra escrava, a embarcação quando chegava no porto esperando a maré encher, ou carregando e descarregando, os escravos treinavam capoeira. O mestre saveirista também, é porisso que geralmente o mestre de saveiro era também um bom capoeirista. Daí, não é que ela tivesse origem no cais de Salvador. Houve muita capoeira que evoluiu em cais, mas tanto de Salvador como no cais das cidades do recôncavo, do interior baiano. Essa é a ideia básica da origem da capoeira. Eu não encontrei fora de Salvador, fora da Bahia, condições onde ela pudesse evoluir.
PARTE IV/VI
Como aqui era a sede do Governo Geral, havia Câmara, havia Juiz, havia todo um assentamento legal, tinha um pelourinho. É natural que toda essa gente precisasse de comer e a Baía de Todos os Santos, o maior acidente geográfico dessa natureza aqui no Brasil, com suas águas calmas, propiciava que no seu entorno houvesse, além desses engenhos, criação de gado, criação de galinha, plantação de hortifrutigranjeiros, e o transporte dessas cidades que foram chamadas zonas do recôncavo, São Felix, Cachoeira, Maragogipe, Nazaré das Farinhas, Muritiba, o transporte era feito por embarcações dentro da baía, também com mão de obra escrava. Além desses fatores políticos e geográficos, tem um fator humano interessante. Duas figuras históricas, logo no começo da colonização, ajudaram muito o desenvolvimento e a criar um ambiente de certa tranquilidade. Os índios que eram uma ameaça, uma dificuldade, em outros locais do Brasil, aqui o nosso Caramurú, Diogo Alvares Correia, casou-se com duas filhas do cacique e tinha um trânsito muito bom entre os indígenas.
| Castelo da Torre - 1ª edificação portuguesa no Brasil |
Um parente de Tomé de Sousa, da família Garcia D'Avila, a cerca de 100 Km ao norte de Salvador, construiu o Castelo da Torre, que existe até hoje, e também tinha uma ascendência muito grande sobre os índios. Criou gado. Tinha um exército particular maior do que o exército português. A esquadra portuguesa podia ter abrigo na nossa baía. Todas essas condições levaram a uma população expressiva aqui em Salvador e uma quantidade muito grande de mão de obra escrava. Bom, à medida que o escravo, também tradição da capoeira, não aceitar o domínio, abrindo um parêntese, esse domínio, na época por um fato histórico foi do branco sobre o negro, mas Mestre Bimba sempre falava que capoeira não tem cor e nem tem dono, capoeira é um pensamento, muito mais do que uma luta é uma estratégia, ele não chamava de estratégia, chamava de malandragem, mas agente pode traduzir por estratégia, de você não aceitar o domínio do mais forte sobre o mais fraco. Pode ser um domínio econômico, pode ser um domínio físico, pode ser um domínio político, pode ser até o domínio do marido sobre a mulher. Hoje, esse domínio é daquele que detêm o capital sobre os que tem pouco ou nada tem. Mas não é uma coisa exclusiva da etnia negra, o conhecimento é uma coisa universal.
domingo, 2 de dezembro de 2012
ORIGEM DA CAPOEIRA - PARTE IV/VI
PARTE IV/VI
Como aqui era a sede do Governo Geral, havia Câmara, havia Juiz, havia todo um assentamento legal, tinha um pelourinho. É natural que toda essa gente precisasse de comer e a Baía de Todos os Santos, o maior acidente geográfico dessa natureza aqui no Brasil, com suas águas calmas, propiciava que no seu entorno houvesse, além desses engenhos, criação de gado, criação de galinha, plantação de hortifrutigranjeiros, e o transporte dessas cidades que foram chamadas zonas do recôncavo, São Felix, Cachoeira, Maragogipe, Nazaré das Farinhas, Muritiba, o transporte era feito por embarcações dentro da baía, também com mão de obra escrava. Além desses fatores políticos e geográficos, tem um fator humano interessante. Duas figuras históricas, logo no começo da colonização, ajudaram muito o desenvolvimento e a criar um ambiente de certa tranquilidade. Os índios que eram uma ameaça, uma dificuldade, em outros locais do Brasil, aqui o nosso Caramurú, Diogo Alvares Correia, casou-se com duas filhas do cacique e tinha um trânsito muito bom entre os indígenas.
| Castelo da Torre - 1ª edificação portuguesa no Brasil |
Um parente de Tomé de Sousa, da família Garcia D'Avila, a cerca de 100 Km ao norte de Salvador, construiu o Castelo da Torre, que existe até hoje, e também tinha uma ascendência muito grande sobre os índios. Criou gado. Tinha um exército particular maior do que o exército português. A esquadra portuguesa podia ter abrigo na nossa baía. Todas essas condições levaram a uma população expressiva aqui em Salvador e uma quantidade muito grande de mão de obra escrava. Bom, à medida que o escravo, também tradição da capoeira, não aceitar o domínio, abrindo um parêntese, esse domínio, na época por um fato histórico foi do branco sobre o negro, mas Mestre Bimba sempre falava que capoeira não tem cor e nem tem dono, capoeira é um pensamento, muito mais do que uma luta é uma estratégia, ele não chamava de estratégia, chamava de malandragem, mas agente pode traduzir por estratégia, de você não aceitar o domínio do mais forte sobre o mais fraco. Pode ser um domínio econômico, pode ser um domínio físico, pode ser um domínio político, pode ser até o domínio do marido sobre a mulher. Hoje, esse domínio é daquele que detêm o capital sobre os que tem pouco ou nada tem. Mas não é uma coisa exclusiva da etnia negra, o conhecimento é uma coisa universal.
PARTE III
Bom, o local do Brasil, com toda certeza, seria aquele que no início da colonização, a segunda metade do século XV, XVI, XVII, houvesse uma quantidade muito expressiva de mão de obra escravo e condições ambientais para que a capoeira se desenvolvesse. Aqui na Bahia, a cidade de Salvador, foi fundada em 1549. O governo Português, preocupado em colonizar aquela extensão enorme de terra, tentou primeiro dividir em faixas, que chamou de capitanias hereditárias.
| Chegada de Tomé de Sousa à Bahia - Gravura sec XIX |
Mesmo durante a vigência das capitanias, havia necessidade de uma representação, vamos dizer assim, oficial do governo português, um mínimo de legalidade e foi fundada a cidade de Salvador aqui no Estado da Bahia, onde ocorreu também o primeiro arcebispado, o primeiro hospital, que foi a Santa Casa da Misericórdia, mais tarde a primeira Faculdade de Medicina, do Brasil, e até 1808, quando veio a Família Real Portuguesa para o Brasil e transferiu a capital para o Rio de Janeiro, o grande movimento de pessoas, de atividades produtivas e de mão de obra escrava, foi aqui. Duzentos e cinquenta anos. É verdade que algumas capitanias, como São Vicente e Pernambuco, tiveram sucesso relativo, mas nós estamos falando de seis, no máximo 10, engenhos, por exemplo. O historiador e Governador da Bahia Luiz Viana Filho, com base nas pesquisas de Wanderley de Pinho, apontou 31 engenhos no entorno da Baía de Todos os Santos, em 1630. Imaginem, 31 engenhos, tudo isso movido a mão de obra escrava. Continua na Parte IV
sábado, 1 de dezembro de 2012
ORIGEM DA CAPOEIRA - PARTE III
PARTE III
Bom, o local do Brasil, com toda certeza, seria aquele que no início da colonização, a segunda metade do século XV, XVI, XVII, houvesse uma quantidade muito expressiva de mão de obra escravo e condições ambientais para que a capoeira se desenvolvesse. Aqui na Bahia, a cidade de Salvador, foi fundada em 1549. O governo Português, preocupado em colonizar aquela extensão enorme de terra, tentou primeiro dividir em faixas, que chamou de capitanias hereditárias.
| Chegada de Tomé de Sousa à Bahia - Gravura sec XIX |
Mesmo durante a vigência das capitanias, havia necessidade de uma representação, vamos dizer assim, oficial do governo português, um mínimo de legalidade e foi fundada a cidade de Salvador aqui no Estado da Bahia, onde ocorreu também o primeiro arcebispado, o primeiro hospital, que foi a Santa Casa da Misericórdia, mais tarde a primeira Faculdade de Medicina, do Brasil, e até 1808, quando veio a Família Real Portuguesa para o Brasil e transferiu a capital para o Rio de Janeiro, o grande movimento de pessoas, de atividades produtivas e de mão de obra escrava, foi aqui. Duzentos e cinquenta anos. É verdade que algumas capitanias, como São Vicente e Pernambuco, tiveram sucesso relativo, mas nós estamos falando de seis, no máximo 10, engenhos, por exemplo. O historiador e Governador da Bahia Luiz Viana Filho, com base nas pesquisas de Wanderley de Pinho, apontou 31 engenhos no entorno da Baía de Todos os Santos, em 1630. Imaginem, 31 engenhos, tudo isso movido a mão de obra escrava. Continua na Parte IV
Parte II
Primeiro, a capoeira não veio da África, as raízes são africanas. Ela começou a ser desenvolvida pelos africanos, mas aqui no Brasil. Isso é facilmente comprovável porque não existe nenhuma atividade sequer parecida com a capoeira, com toda a sua riqueza, a musicalidade, os movimentos, a luta, a filosofia. Existem na África como em outras localidades, até na América do Sul, algumas lutas primitivas, alguns movimentos acrobáticos, como a famosa Dança da Zebra, mas ali era só exibicionismo para impressionar as mocinhas na idade de casar. Não era uma luta, não havia acompanhamento musical, não havia filosofia, não tinha nada a ver.
O instrumento sim, o berimbau ele veio da África, mas ele era utilizado em cerimonias religiosas, em eventos sociais, como casamentos, aniversários, festividades, não era para acompanhar a luta e fato também interessante, a música, o ritmo tem na África, só que a musicalidade agente encontra no Norte da África e o berimbau no Sul, no meio tem o deserto de Saara. Só foi possível o encontro desse ritmo com esse instrumento aqui no Brasil, porque os escravos eram de várias etnias. Se existe influência indígena, a única influência é o nome, o nome capoeira, caapoeira, é tupi-guarani, se refere a um local limpo, arado, capinado, aplainado, onde era, entre outras atividades, local de criação de galinha, daí a expressão capoeira de galinha. Servia de depósito e servia também nas reuniões dos escravos nos momentos de lazer.
Assim, deve ter começado a capoeira. Nesses momentos de lazer, os folguedos, o uso de instrumentos primitivos, passos de dança, acrobacias e a troca de idéias. Uma das tradições básicas da capoeira é a socialização entre os heterogêneos, porque a única forma dos escravos se tornarem mais fortes para reagir ao domínio branco, era exatamente a socialização entre eles, falando línguas diferentes, com costumes diferentes, com cultura diferente. Aqui na Bahia mesmo tinha os Malês que sabiam escrever, sabiam matemática, eram muçulmanos, mas, fica ainda a pergunta: Em que local do Brasil e se isso ocorreu numa cidade ou no interior? Continua na Parte III.
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